Ministro da Agricultura destaca em Beja importância da transformação de frutos secos no território
O ministro da Agricultura destacou hoje, durante uma visita à Almiberia, em Beja, a importância da transformação industrial dos frutos secos para valorizar a produção agrícola, fixar população e reforçar a competitividade do território.
“Um projeto onde há uma parceria com Espanha, mas onde a transformação é feita aqui”, afirmou o governante, apontando a empresa agroindustrial como exemplo de investimento que contribui para “a atratividade, a fixação da população, a competitividade”.
Constituída em 2021, a Almiberia dedica-se ao descasque e transformação de frutos de casca rija, como amêndoa e noz, numa região onde estas culturas têm vindo a ganhar expressão.
Na visita, que incluiu uma apresentação do setor pela PortugalNuts, o ministro destacou o crescimento da produtividade da amêndoa e associou essa evolução à modernização e ao conhecimento.
“O aumento da produtividade tem sido muito superior ao aumento dessa área, o que significa conhecimento”, afirmou, defendendo o reforço da investigação e da inovação, com envolvimento das universidades.
O governante apontou ainda a água e a adaptação das plantas às pragas, doenças e alterações climáticas como fatores relevantes para o desenvolvimento agrícola, defendendo o aumento do rendimento do agricultor, que “não pode ser o perdedor na cadeia de valor”.
A PortugalNuts anunciou, na ocasião, que prevê uma produção nacional recorde de 115 mil toneladas de amêndoa este ano.
“Nós vamos atingir, na amêndoa, 115 mil toneladas, a maior de sempre, de acordo com a previsão que temos”, afirmou o diretor executivo da associação de produtores e processadores de frutos secos.
Segundo os dados apresentados, Portugal é o segundo maior produtor de amêndoa da União Europeia e o quinto do mundo, tendo as exportações nacionais de frutos de casca rija atingido 156 milhões de euros em 2025.
“Mas isto não é só uma questão de área, isto é um salto estrutural da produtividade”, salientou o responsável, que defendeu mais investigação e apoios ao investimento na indústria.
A associação identificou também dificuldades relacionadas com os custos de produção, as alterações climáticas, a disponibilidade de água e a retirada de substâncias utilizadas na proteção das culturas.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, considerou que a Almiberia representa um contributo para completar a fileira agrícola no concelho, através da transformação industrial.
“É um investimento que revela confiança no território”, afirmou o autarca, destacando a importância da tecnologia e da criação de oportunidades para os jovens.
“Contem com o município de Beja”, acrescentou, manifestando a expectativa de que o crescimento da empresa ajude a atrair novos investimentos para o concelho.
